Empreendedorismo

Empreenda ou morra na praia.

25 de março de 2019

 

Estou aqui trabalhando durante o Carnaval, enquanto escrevo este texto. Para quem não sabe, I’m from Salvador/Bahia. E nasci em uma família conservadora, mas com um pai comerciante. Ele tem um bar no centro histórico e minha mãe foi bancaria por toda uma vida.

Aprendi a empreender desde nova e minha primeira sócia foi a minha prima. Ela sempre me ajudava em trabalhos escolares em troca de um chocolate.  Depois, decidimos empreender de verdade, passando para algo mais sério, que necessitava investimento e implicava obrigações societárias. Assim, aos 7 anos de idade, começamos a vender geladinho.

Éramos duas crianças e nossos pais apoiaram a ideia. Conseguimos o isopor; ela, com sua habilidade para desenhar, fez um cartaz que colocamos na frente da casa e, em seguida, criamos o cardápio. Compramos os plásticos e fizemos os sucos. Tudo pronto para o nosso grande lançamento; eu estava super animada!!! Começamos a todo vapor: a publicidade com os amigos e vizinhos fizeram as vendas acontecer.

Tudo foi pensado e calculado, menos um detalhe. Antes mesmo de abrir a “empresa”, eu  era completamente fã de geladinho. Consumia todos os dias e, muitas vezes, comprava “ fiado” de outros fornecedores locais.  Então, eu era uma viciada em geladinho, abrindo uma empresa de geladinho… o final da historia vocês já imaginam..

Eu consumir a minha parte na sociedade e, depois, passei a comprar a parte da minha prima. No final, terminei quebrada, sem dinheiro e ainda com um grande débito com a minha, até então, sócia.

Vocês não precisam pensar muito para descobrir que a sociedade não deu certo, correto?

Mas por que não deu certo? Onde foi que eu errei?

 

NÃO DEIXE SUA PAIXÃO CEGÁ-LO

Como assim? Você está louca? Nos últimos anos, só escutamos a frase “Viva a sua paixão”.

O que eu quero dizer é que, para empreender, o ideal é que você separe as duas coisas, ou seja, que esse amor nunca seja maior que as atitudes racionais que você terá que tomar.

Se não olhar o seu business como um todo e não buscar a inovação sempre, você pode pecar em alguma área e acabar virando  empregado do seu próprio negócio, pois vai acabar não vendendo em um momento de extrema valorização; ou, muitas vezes, não atua de forma profissional com as contas, investimento em marketing, plano de negócio; abre excessão para amigos e familiares e esse ciclo vai se estendendo. Na minha opinião, a paixão deve ser pelo ato em si de empreender, e não pelo negócio específico, afinal, você precisará ser racional para adquirir e investir em algo sólido, manter um fluxo de caixa saudável, pensar em inovações, melhorar a qualidade do produto e do atendimento, fazer expansão e investimentos em infraestrutura, novas filiais e estratégias de marketing.

Após abrir a empresa de geladinho aos 7 anos, eu continuei empreendendo. Já vendi biquíni, montei escritório de consultoria em Salvador e, assim que cheguei a New York, abri uma empresa de refrigeração. Com Ricardo Rosa, fundamos o BBU- Brazilian Business USA, e atualmente tenho mais duas empresas: uma de consultoria e intermediação de negócios e outra de consultoria para  investimentos internacionais, todos voltados para o público classe A.

Apesar do meu público alvo não estar nas redes sociais eu amo usar esse espaço para conversar e dividir as minhas experiências. Eu amo o que eu faço, mas não amo as empresas, pois sei que tudo a que me afeiçoo dificulta a geração de lucro. Hoje, eu não consigo viver sem fazer negócios; faço isto praticamente todos os dias, com pessoas, parceiros, clientes. Minha crença é que amor, precisamos ter pelo seres vivos, não por empresas.

 

 

SUAS EMOÇÕES VÃO TRAÍ-LO

Escuto este tipo de justificativa, mais do público feminino: “não podemos ser sempre assim, eu gosto de ajudar pessoas, não penso só em dinheiro, já é demais, pois não sou gananciosa” etc…

Um miaste (que palavra é esta ou o que queria mesmo dizer aqui??) de quem tem dificuldades em assimilar como funciona o mundo dos negócios.

O que eu quero dizer com isso? Que, em primeiro lugar, sua empresa não é uma ONG, e se você não focar em produzir, escalar seus produtos, você não vai crescer ou vai quebrar e acabar virando empregado do seu próprio negócio. No final, não terá adiantado nada você ter largado o seu trabalho para viver sem salário e ainda sem férias nem direitos trabalhistas, não é mesmo?

Se você se mata de trabalhar na sua empresa por anos e não vê o crescimento do negócio, nem mesmo a sua liberdade de se ausentar, ter uma pausa para viajar, e seu direito de ir e vir está afetado, então você trocou seis por meia dúzia.  Eu sei bem que, nos primeiros anos, existe a tal renúncia; neste momento, estou renunciando estar no Carnaval curtindo, para montar uma estratégia para o meu negócio.

Precisamos entender que o nosso negócio foi feito para dar lucro!! Vivemos em uma sociedade capitalista, no qual temos obrigações e contas a pagar. Fora da sua empresa, você pode fazer o quiser com o seu tempo, seja voluntariado, assistir a palestras, ajudar um amigo, ser generoso com as pessoas. Temos que estabelecer um mindset de ganha-ganha, pois, se você tem um produto bom, de qualidade e com preço justo, está levando uma oportunidade para o comprador.

Por valores equivocados, deixamos as pessoas abusarem do nosso business, e é nesse ponto que começam a existir sangramentos que viram uma hemorragia.

Na minha opinião, ser generoso é criar um negócio extremamente lucrativo, dar oportunidade de emprego e, com os lucros, decidir o que fazer e a quem ajudar. Se você vai colaborar, doar, ajudar, aí já terá investido no ciclo da prosperidade coletiva.

 

 

FOCO NO CONHECIMENTO

Fiz faculdade, especialização, diversos cursos e até um mestrado, mas o que me deu mais resultados foram as pessoas que conheci, os cursos de curta temporada, cursos on-line, vídeos e material gratuito no Google e Youtube e, principalmente, eventos e conferências. Falo mais sobre isso no texto: A falta de Networking está matando os seus projetos

Invista em você, siga esses passos e depois me conte o que aconteceu… Vá com foco e se você for mulher, não use as circunstâncias adversas para se vitimizar. Apesar de saber que nossas algemas são reais, também acredito que existam outros grupos que sofrem hostilidade e preconceito. Então, use a sua força como exemplo para levantar uma geração de mulheres determinadas, com uma autoestima forte e preparadas para enfrentar desafios. Sou da teoria que se o problema é real e está instaurado, o que vamos fazer, além de focar na solução?

Gastamos dinheiro com coisas substituíveis e, muitas vezes, deixamos de lado detalhes que trarão reais resultados para a nossa vida, nossa sobrevivência mental, social e pisicológica. Então, determine uma poupança para investir em conhecimento de qualidade, cursos sobre business, grupos de interesse, marketing, pois o que mais há, hoje em dia, são fotos bonitas e likes, mas remuneração real e dinheiro na conta, só em raros casos.

Digo a você de antemão que não será fácil, mas as recompensas serão tremendas!

 

 

POSICIONE-SE

Muita gente tem vergonha ou medo de dizer que é empresária, pois, algumas vezes, sente o peso de pensar que o seu negócio é pequeno ou pode ser julgada por isso. Ou seja, se você é um profissional liberal, que não se enquadra em CLT, é, sim, um empresário e precisa internalizar isto, para pensar e agir como tal.

Eu, particularmente, não sou uma empresária que fatura milhões por mês, nem mesmo quero usar a soberba para falar sobre o tema, mas tenho dado alguns passos nos últimos anos que estão me fazendo crescer e ter bons resultados, e uso este canal para dividir as minha dores e criar um grupo de apoio. Estou engatinhando e por isso acho que agrego valor aqueles que são pequenos e querem dar os primeiros passos.

A principal qualidade de um empreendedor é receber um feedback e não levar isto para o lado pessoal, mas sim refletir e agir sobre as mudanças que precisam ser executadas com clareza e rigor.

Eu sei o poder do suporte, pois estou inserida em um grupo que se apoia diariamente, com empresários que têm negócios estruturados nos USA. Falo com eles diariamente, trocamos ideias e estratégias, e estamos participando de uma revolução silenciosa na comunidade brasileira. Afinal, estamos unidos em busca de um único propósito: Elevar os negócios de empreendedores brasileiros dentro da maior economia do mundo.

Conseguimos? Ainda não, mas estamos nadando em busca da fonte, e os que fizerem parte deste movimento chegarão primeiro e beberão a água limpa. Quem espera nem sempre alcança; quem espera demais recebe o resto.

Até a próxima!!!

Não se esqueçam de me seguir pelo instagram: @verenaoficial e fazer esta comunidade crescer ainda mais.

Desejo a você uma semana cheia de bons negócios, muita razão e controle das suas emoções!

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2 Comentários

  • Responder Aline Venditti 25 de março de 2019 a 20:20

    Oi Verona !!! Gostei do posicionamento concordo em partes . Discordo em outras. Acredito que cada experiência nos da diversas interpretações .
    Empreender por empreender pode gerar mais dor que sucesso.
    MAs não tem negócio que não evolua e te leve à parte natural de administrar e empreender (as burocracias, funcionários e afins )

    • Responder Verena Cordeiro 1 de abril de 2019 a 01:00

      Aline, Obrigada pelo seu comentário. Com certeza! Cada texto têm um posicionamento e esse em especifico está focado em
      empresas que o foco é gerar lucro. Pode ter uma abertura para falar sobre isso, acho uma boa! Porém essa não foi a proposta.

      Valeu pela participação!

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