Empreendedorismo

Fracassados aos 30 anos

7 de março de 2016

Os 30 anos é uma idade “bem esperada” para alguns. Quando se chega nessa idade, bate a famosa reflexão: o que eu fiz da minha vida? O que construí? Para onde estou indo?

Aqueles que não alcançaram os “troféus” sociais, como: a carreira dos sonhos, a casa própria, o carro da moda ou não conseguiram concretizar seus planos de vida, entram no grupo dos socialmente “fracassados”. Muitos pesquisadores perguntam-se: “o que aconteceu com essa geração? Será que foi o excesso de expectativa, de pressão social ou familiar?

Muitos pais sentem-se frustrados ao acordar de manhã e verem seus filhos de 30 anos, morando com eles ou, até mesmo, proucurando por empregos. Estes acreditam que fizeram grandes investimentos para garantir que, nessa idade, o filho já tivesse certa independência.

Essa expectativa exagerada aos jovens foi citada no livro “Generation Me” (Geração Eu), escrito em 2006, por Jean Twenge, professora de Psicologia da Universidade Estadual de San Diego, nos Estados Unidos. Ela explica o que os pais não querem enxergar que passaram um excesso de boa vida e confiança para os filhos que no “mundo real”, não se encaixam.

Diante disto, esta prole não está conseguindo superar as adversidades do mercado que, muitas vezes, são duras e cruéis e, no primeiro obstáculo, desistem da sonhada carreira. Ela afirma que os maiores especialistas no assunto concordam que a vida vivida por estes jovens foi a responsável a respeito dessa legião de “fracassados sociais”. Se acostumaram com a falta de esforço para ter as coisas, assim as conquistas pessoais tornaram-se desnecessárias.

Os pais estão sacrificando-se para dar aos filhos a fartura que não tiveram e estão esquecendo-se do principal: a pitada de vida real, de experiências para enfrentar o mundo com força e garra que este exige. Uma geração despreparada à encarar as reais dificuldades da vida, gerando uma legião de adultos dependentes, principalmente financeiramente de seus pais.

 

EFEITO PETER PAN

São adultos que têm outra percepção e não sentem-se prontos para tomar suas próprias responsabilidades, muitos não conseguem lidar com as frustrações do mundo real, principalmente pela autoproteção que seus pais lhes deram durante toda a vida. Chegaram a fase adulta sem tomar as rédeas, agindo como adolescentes aos 30 ou mais e, por terem tido uma “vida boa”, não sentem a necessidade da conquista.

Roy Baumeister, professor de psicologia da Universidade Estadual da Flórida (EUA), diz que pessoas com esse tipo de comportamento são mais propensas a desenvolverem pânico e depressão. Muitos saem das universidades com uma visão florida e distorcida sobre seu potencial e qualidades. Eles não aceitam críticas e/ou raramente aprendem com seus erros. Querem começar perfeitos, grandes e famosos sem investir tempo para conquistar a fama.

Muitos jovens e adultos tem uma certeza interna de que são os melhores. Porém, não conseguem fixar-se no mercado, nem sobreviver por conta própria. O professor inglês, David McCullough, diz exatamente isto, que em algum momento, nossos pais esqueceram de nos dizer: “não somos o centro do universo e que a vida lá fora só funciona com a prática”. Vejam o vídeo, abaixo, de título: “You are not special speech at 2012 Wellesley High School Graduation” (em tradução: “Voce não é especial”).

Sem aptidão para nada! Será?

O que eu faço: “casar ou comprar uma bicicleta?” Me pego ouvindo isto de muitas pessoas e amigos que estão literalmente perdidos e sem um propósito de vida. Pessoas que estão dormindo e acordando no automático, sem refletir o sentido maior de cada ação tomada. O tempo vai passando e realmente muitos não sabem o que fazer.

Todo este resultado tem um porquê: foram vítimas de uma criação e de algo que os levaram para alguns caminhos. Entretanto, quando acordamos e entendemos os acontecimentos, temos que agir e não continuar a nos fazer de vítimas. Eu já estive nessa situação centenas ou milhares de vezes, mas descobri uma coisa básica e fantástica: “tome uma decisão e arque com as consequências. Isso lhe fará grande”.

A falta de atutide faz com que o nosso livro da vida fique com as páginas em branco!

O que não podemos é passar uma vida sem tomar certas atitudes… “Aceito ou não essa proposta?”, “Faço este curso?”, “Abro um negócio?”, “Moro fora?”. Se você ler os livros e bibliografias de empresários ou líderes que inspiraram o mundo, irá perceber que eles também tinham dúvidas. Contudo, estas não os paralizaram. A dica: DECIDA-SE!!! Com dúvida ou não, escolha uma opção e vá em frente!

E claro, sempre vamos nos “arrepender” de coisas que, talvez com a visão atual, faríamos melhor, todavia, ficar em cima do muro vai lhe deixar ainda pior. Podemos compreender que atitudes valem mais do que diplomas na parede, afinal esses “adultos”, na maioria das vezes, estudaram em bons colégios, falam uma segunda língua e têm acesso a viagens, cultura e tecnologia. Ou seja, não são esses pontos que estão sendo determinantes para uma vida de sucesso.

Não podemos desprezar o esforço. Os antigos e novos pais devem lembrar-se que só crescemos com as dificuldades e adversidades… Não é trancando seu filho em casa, no prédio, o livrando de problemas e frustrações que os farão crescer com propósito e autonomia.

Ao invés de pensarmos no que fizemos de errado, vamos focar em criar oportunidades e soluções para a situação que nos encontramos neste momento. Analisar quais serão os próximos passos e medidas para sair de onde estamos e sermos protagonistas do nosso futuro.

Sua atitude de fazer acontecer mudará o seu destino!

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Imagem: Society6, Lost at Sea by Wendy Ortiz

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2 Comentários

  • Responder Mariana Vellozo 28 de março de 2019 a 02:25

    E X C E L E N T E! Conheci seus textos recentemente e ao final de cada leitura sempre tenho aquela sensação de – precisava dessa reflexão! Muito obrigada Verena, por agregar qualidade aos meus dias!!!!!

    • Responder Verena Cordeiro 1 de abril de 2019 a 01:07

      Mariana, Obrigada pelo comentário. Um prazer te ter aqui! 😉

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